Segunda-feira, 1 de Dezembro de 2008

Além do Happy Hour no Z Café

Esses dias o Diego e eu tínhamos que bolar um novo plano pra dominar o mundo, e fomos ao Z da Padre Chagas com o intuito de fazer um happy hour.

Acontece que já tinha passado um pouco da "hora feliz", e a galera já tava pedindo pratos quentes e tal. Uhm, deixa eu ver no cardápio... Ah, vamos dar uma beliscada aqui, outra ali, e depois a gente resolve.

Mas o maior problema não foi a dúvida petiscos X pratos quentes. Foi convencer o Diego a não sentar na varandinha, o melhor lugar da casa disparado! Aleguei que necessitaríamos de uma dose a mais de concentração e tal, e que se ficássemos por ali, ele ia perder a cabeça.

Bueno, chamamos uns pastéizinhos de carne de sol com catupiry. Um sucesso, e com um pinguinho da mostarda aquela, dá uma liga fantástica.

Em seguida, pra molhar o bico, uma champa estupidamente gelada. Achei bem boa. Não sei se porque estava estupidamente gelada, ou porque era boa mesmo. O fato é que desceu fácil.

Eis que nos surpreendemos ao tentar definir o próximo petisco. Sem querer, paramos na parte dos pratos quentes e não resistimos. O Diego mandou baixar um filezão à milanesa com molho de nata, e eu esses raviólis de salmão, que estavam com cara e sabor de Punta.

Tá, já que comemos valendo mesmo, merece uma sobremesa pra adoçar a vida. Toca um ganache com sorvete de creme pra cá...

...e manda um sorvete de queijo com calda de goiabada pra lá. Não sei qual dos dois é melhor. Talvez fiquem empatados em segundo, depois da inigualável Torta Z.

55 reais pra cada um, e deu pra bola. Sucesso total. Agora é só executar o plano mirabolante pra dominar Dudinka, Vladvostok, e um outro país à nossa escolha.


Z Café
Rua Padre Chagas, 314
Moinhos de Vento - Porto Alegre/RS
Fone: (51) 3029.6088
www.zcafe.com.br
Localização no Mapa

Sexta-feira, 28 de Novembro de 2008

Terra Alta Bistrô e as Maravilhas de Puerto Manzano

Descobri Puerto Manzano! Que lugar! O dia que passei lá foi certamente um dos tops do meu ano. Puerto Manzano é um bairro (ou seria um vilarejo?) de Villa Angostura, um dos lugares mais lindos da Argentina. Em um bosque que costeia a margem norte do lago Nahuel Huapi, ficam hotéis, pousadas, casas e restaurantes de cinema. A vista do meu hotel, por exemplo, era mais ou menos como essa ai debaixo.
E a área social do hotel não deixava por menos.
Não bastasse Puerto Manzano ser excelente para pesca, ski, esportes náuticos e mountain bike, a região ainda conta com restaurantes de altíssima nível. Infelizmente, só tive um dia na cidade e consegui visitar apenas um deles, o Terra Alta Bistrô, que fica na Hosteria Puerto Sur.
Passei lá na tarde pra fazer a reserva e fiquei embasbacado com a vista do janelão para o lago. O único problema é que a mula aqui não se deu conta que pela noite não daria pra ver muita coisa. Mas ok ok, ainda valeu e muito a experiência.
Pra abrir o apetite, um bom presunto parma com endívia.
Aquele ambiente agradável, todo de madeira, com sonzinho local, merecia um vinho. Curti a adega no subsolo que se podia ver de cima.
Como não tive parceria (que fase hein Pedrão e Figueras...) tomei uma taça de rosé apenas.
Vamos aos pratos. Figueras começou atacando num belo Sorrentino com abóboras, com molho de queijo, amêndoas e tomilho.
Pedrão foi seguiu nas massas e foi num Tagliatelle com champignons, presunto cru e chardonnay.
Eu resolvi prestigiar a região e mandar ver num peixe. Truta Fashion com molho de amêndoas e purê de cogumelos. Um sabor diferente e interessante. Só não entendi o porquê da truta ser fashion, mas vá lá...
Na hora da sobremesa fui extremamente sacrificado pelos meus colegas de mesa. Tudo porque o visual dela não era lá dos melhores. De fato não era, mas o sabor do Sorbet de Café com Chocolate dava pro gasto. Só não consegui comer tudo porque alguém na mesa (cujo sobrenome começa com “F”) derrubou metade da taça. Que verguenza!
Depois dessa, só pagando cerca de 60 reais e se mandando de volta pro hotel, pra começar a concentração do longo dia de ski que teríamos pela frente. E uma coisa é certa, na próxima vez, Puerto Manzano e Villa Angostura irão ganhar muito mais destaque na trip.

Terra Alta Bistrô
Hosteria Puerto Sur
Los Pinos, 221 – Puerto Manzano
47.53.99
http://hosteriapuertosur.com.ar/

Quarta-feira, 26 de Novembro de 2008

As maravilhas do Turkish Cuisine

Uma das coisas que mais gosto em New York é caminhar em busca de algum lugar diferente para comer. Estava passeando com minha amiga Paola, que mora lá há uns dois anos, e ela me falou sobre um lugar bem legal que ela havia ido um tempo atrás, o Turkish Cuisine. A fachada, bem simples, não chama a atenção e sem uma indicação seria fácil ter passado despercebido.

Mas isso só acontece do lado de fora. O interior é repleto de detalhes e com um colorido de encher os olhos.

Sentamos e logo tratei de experimentar o famoso suco de cereja, que é bem diferente e cheio de sabor. Enquanto escolhíamos nossos pratos eu pedi que trouxessem um pouquinho das varias pastinhas e entradas típicas, como: Spicy Humus (humus picante), Imam Bayildi (berinjela recheada com vegetais, amendoins e azeite de oliva), Tarama (Caviar temperado), Babaganush, Patlicon Soslu (berinjela com tomate e alho) e Ezme (vegetais sortidos e temperados).

Resolvemos experimentar três pratos e começamos com um honestíssimo frango acompanhado por vegetais e couscous marroquino.

Em seguida veio uma das especialidades do lugar, o Beyti Kebab de Cordeiro, um delicioso cordeiro grelhado enrolado em uma casquinha crocante e cortado em pedacinhos. Acompanha essa maravilha, um molho de iogurte e uma saladinha.

O auge do almoço foi o terceiro prato, o Manti, uma espécie de ravioli caseiro recheado de carne ao molho de iogurte e menta. Simplesmente sen-sa-cio-nal!

Depois disso tudo não sobrou espaço para sobremesa, mas experimentei um café turco que me surpreendeu com o sabor forte e diferente.

Essa viagem gastronômica pela Turquia custou cerca de 45 dólares cada uma. Saímos felizes da vida já combinando onde seria nossa próxima “viagem” pela Big Apple.


Turkish Cuisine
631 Ninth Avenue (entre 44th e 45th st.)
New York, NY
Fone: +1 212 397 9650
www.turkishcuisinenyc.com

Segunda-feira, 24 de Novembro de 2008

Da Baffetto, a Pizza da Minha Vida

Quando o Edu Luz, que é um cara que sabe muito das coisas, me recomendou a Da Baffetto, em Roma, alegando que dos 16 dias dele lá, jantou quase todos nessa pizzaria, só pude concluir que tínhamos aí uma atração mais do que imperdível. Trata-se de um pé-sujo com uma fila constante na porta (na maioria italianos mesmo, o que é um tremendo atestado de qualidade), sempre muvucado, e com suas mesas super concorridas, disputadas no tapa.

As mesas da calçada não. Essas são disputadas a soco. Ainda mais em pleno verão. Eu até sentaria na calçada se estivesse de casalsinho e tal, num clima megaromântico, vendo o movimento e tal.

Mas o destino quis que fosse diferente e sorriu pra mim e pros meus dois grandes amigos Marcelo Tolentino e Dézão Brandão. Sentamos do lado de dentro, o que tornou nossa experiência inesquecível.

Não somente em função das fotos dos jogadores da Roma e das caricaturas do Seu Baffetto expostas nas paredes.

Porque ali dentro é onde a coisa acontece mesmo. Tudo apertado, gente falando alto, e se vocês - como nós - estiverem em número ímpar, preparam-se pra receber um convidado americano com cara de fuínha na mesa. É assim que funciona, por pura política interna da casa e não tem chororô. Melhor assim do que não comer pizza. E sente a espessurinha da pizza!

Pois se não bastasse toda essa atmosfera típica, o pizzaiolo é a cara do Michael Corleone, mal-humorado à beça, e rouco como o "pai", Don Vito Corleone. Pô, só pode ser montagem isso!

Sentamos exatamente na frente do "berçario" das pizzas. Assistíamos todos os detalhes do preparo, a briga entre os pizzaiolos, o garçom xingando eles porque tava demorando, o dono mandando todo mundo trabalhar e nós já não sabendo se estávamos rindo porque era engraçado, ou porque o vinho da casa era bom mesmo.

Eis que pedimos e desembarca na nossa mesa (além do americano com cara de fuínha) uma pizza ai quattro formaggi...

...uma al salame, com pomodoro, muzzarella e salame piccante (que pra mim era a mais sem graça, mas nem por isso menos saborosa)...

...e a pizza da minha vida, que até hoje sonho com ela. Atendia pelo nome de Da Baffetto, e vinha na companhia de pomodoro, funghi, linguiçinha, cebola, peperoni, coração de alcachofra e um ovo estalado bem no meio. Deusulaive!

Chamamos no replay e cometemos o absurdo de pedir mais uma dessas. Literalmente uma legítima casa romana, com tudo que tem direito. Por isso que é preciso estar de bem com a vida e disposto a não dar bola pra todos esses detalhes. Se inventar de ficar de biquinho porque tem um estranho na mesa, porque a pizza demora ou porque o garçom por vezes age com a razão de um cliente, essa não é a sua pizzaria.

Então deixa pra mim, pro Tolentino, pro Dézão, pro Edu Luz, pra Débora Luz, e pra toda a galera que faz campana ali na fila, noites e noites à fio. E o mais inacreditável ainda é que, com 3 jarras de vinho e 4 pizzas, gastamos 10 Euros por pessoa. Tá explicado agora o tamanho da fila e a constante procura?


Da Baffetto
Via del Governo Vecchio 114
(entre a Piazza Navona e o Pantheon)
Fone:
06 686 1617
Localização no Mapa

Quinta-feira, 20 de Novembro de 2008

Leopoldina, Villa Europa e Otras Maravilhas Más

Essa vida de Destemperados nos faz experimentar de tudo. Pra trazer uma boa diversidade de dicas, a gente tenta não ficar repetindo muito os lugares que comemos. Mas, de vez em quando esse “mal” é necessário. Assim foi com o Leopoldina, o restaurante do excelente Villa Europa, no Vale dos Vinhedos.
Um pouco antes de inaugurar, fiquei lá uns dias e me encantei. Dessa vez, com o trem andando a pleno vapor, fui para ter uma outra visão do hotel e do restaurante. O ambiente do Leopoldina é de cinema, com luz baixa, decoração refinada, lustres delicados e flores que dão um toque especial ao lugar.
O atendimento mais uma vez foi excelente. Fiquei chocado quando o simpático e “polite” garçom me reconheceu e lembrou de todos os pratos que eu tinha experimentado um ano antes. Enquanto conversávamos, ele já deixou um couvert esperto com pães quentinhos.
Logo após, duas entradinhas surpresas pra preparar o paladar. Uma delas foram umas torradinhas com caviar e não-tem-ninguém.
Uma noite tão inspiradora dessas não podia acabar com água né. Me empolguei com a carta de vinhos e espumantes do hotel, que é uma das maiores do Brasil. Bora provar um diferente então: Prosecco Extra Dry 2005. Maravilhosa. Apesar de ser um extra brut, era leve. Bem o que eu queria no momento. Preciso confessar que me perdi e mais tarde ainda chamei numa excelente Cave Geisse Brut Nature.
Cardápio assinado pelo chef Philippe Remondeau e preparado pelo chef Fábio Lima não tem muito como dar errado. Sente a loucura desse Salmão com Geléia de Cebola ao Vinho Tinto e acompanhado de Purê de Batata Doce.
Agora o prato que me fez sair do sério foi outro: Magret de Pato ao Molho de Vinho Tinto, Mel e Tomilho. A combinação do molho com a carne é inexplicável. Poucas vezes comi algo tão bom.
Nas sobremesas assinadas pelo chef patissier Fabrice Lenud, tudo muito bom, mas nada de muito inovador. O clássico crème brulée...
E uma Sopa de Frutas Vermelhas com Sorvete de Creme.
Antes de ir pro quarto, um irresistível pit stop nos sofás junto à lareira pra derrubar as últimas taças de espumante.
Naquele momento, me veio à cabeça o célebre pensamento da minha estriquinada-e-incitadora-sócia Lela Zaniol: “eu só preciso de hoje pra ser feliz”.

Leopoldina
Hotel Villa Europa
Rodovia RS 444, km 21
Vale dos Vinhedos – Bento Gonçalves – RS
+55 (54) 2102.7200
www.villaeuropa.com.br

Terça-feira, 18 de Novembro de 2008

Petiscos no Rancho Açoriano

O sol apareceu tímido depois de praticamente oito dias consecutivos de chuva e outros doze finais de semana de tempo ruim em Floripa. Eu não pensei duas vezes antes de decidir o meu programa de domingo. Aproveitei que meu amigo Ceara estava passando o final de semana lá em casa e convidei-o para uns petiscos no Rancho Açoriano, na beira-mar de Coqueiros, que além de comida boa tem essa vista lindíssima.

Chegamos e fomos logo sentando nas mesinhas que ficam no deck, na parte externa do restaurante.

Como a idéia não era pedir nenhum prato, e sim alguns dos nossos petiscos preferidos. Começamos com uns crocantes bolinhos de siri.

Depois para não perder o ritmo, nada melhor que uma dúzia de ostras gratinadas. Que, by the way, estavam uma delicia!

Ainda com um pouquinho de fome, tratamos logo de resolver esse problema com uma porção de lulas à doré.

Pagamos uns 30 reais cada um e aproveitamos para dar uma caminhada e curtir o restinho de sol que há tanto tempo não aparecia.


Rancho Açoriano
Rua Desembargador Pedro Silva, 3240 - Coqueiros
Florianópolis/SC
Fone: (48) 3249 1414
www.ranchoacoriano.com

Domingo, 16 de Novembro de 2008

Mangia, Mangia, Che Te Fa Benne !

O Edu Luz é um grande amigo nosso. Ele viaja tanto, mas tanto, que já acumulou mais milhas que o Lula, e está no seu décimo sexto passaporte. Pois o casal (Edu e Dé) foi comemorar aniver de casamento em plena Toscana e tiveram tempo de se lembrar da gente. Olha que honra!

Comer é sempre muito bom. Ainda mais se acompanhado por história e tradição. Pois bem, estivemos em Siena, em plena Toscana e resolvemos ir ‘manjar’ no Ristorante Al Mangia.
Comida italianíssima como convém: massas, molhos, bruschettas, cantucci, chianti e vin santo. E tudo isto na Piazza del Campo, onde acontece desde 1283, o Pálio.

Portanto, neste palco onde você, sinceramente, consegue imaginar as milhares de pessoas que presenciam Il Pálio, resolvemos começar a nossa viagem no tempo com algumas bruschettas: de ragu, de alho e de tomate.
Acompanhadas de um belíssimo vinho tinto, um Chianti Classico Castello di Cacchiano 2005 DOCG, um verdadeiro potro!

Fomos direto pras massas (ôpa, pastas)! A Dé foi de Spaghetti con pomodorino pachino, mozzarella e basilico. Sente só que foto pornográfica.

E eu de Pici (uma massa típica toscana que é feita somente de farinha de trigo e água) ao Ragu. Prego! Estavam tão boas que (me desculpem os professores de etiqueta) entregamos os pratos limpinhos após passarmos pão em todo o molho.

De sobremesa, cantucci (biscoitinhos de amêndoas) com vin santo. O grande barato dela é que a tradição é molhar o biscoito (sem conotoções) no vinho, que é extremamente doce, e comê-lo. Parece que se está saboreando um pavê toscano!
Olha, é de chorar... E nada a ver com o clima dramático dos nossos fratellos italianos não!


Nota do blogueiro: diz aí quanto custou esse festival gastrô, Edu Luz :-)


Ristorante Al Mangia
Piazza del Campo
Siena - Itália
Fone: +39 0577 28 1121
www.almangia.it

Sexta-feira, 14 de Novembro de 2008

Testando os Limites no Italian Place

Nos últimos tempos, tenho ido com uma certa freqüência a Novo Hamburgo e descoberto que tem sim muita coisa boa pra se comer pelo Vale do Sinos. O lugar que eu sempre almoço lá se chama Italian Place e já tava merecendo há tempos um destaque por aqui.
O Italian é um rodízio de massas e filés de primeira linha. É muitíssimo bem freqüentado por empresários e famílias da região. Os negócios rolam soltos pelas mesas do arejado ambiente.
Apesar disso, eu, Gustavo Guedes e o gente-mais-que-boa-e-figuraça Dom Álvaro estávamos lá pra bater papo mesmo. Enquanto eles se aprochegavam, eu fui dar um bizu na famosa mesa de saladas do lugar, que tem uma variedade e qualidade surpreendente.
Topei ainda com uma feijoadinha esperta que rola direto por lá. Mas como eu sabia o que viria depois, resolvi me guardar.
Fui pra mesa e comi uns “trinta-e-doze” franguinhos com alho e pasteizinhos de quejo. Tive que pedir pro garçom não trazer mais porque eu comeria só aquilo por horas.
Rapidamente, os garçons, que são pura simpatia, começaram um desfile tentador de opções. Comecei a ficar nervoso de tanta coisa boa que vinha e que eu queria comer. Primeiro uma costelinha suculenta...
Depois um sensacional frango recheado com presunto e coberto com molho de queijos...
Logo após, um momento quero-ser-criança-de-novo com uma massinha na manteiga e um filezinho na chapa. E tava só começando a brincadeira.
O filé com ovo de codorna frito foi uma sensação na mesa. Sumiu num já.
Não muito diferente aconteceu com o filé com queijo e orégano.
Uns minutos depois e eles me pegaram de jeito no meu ponto fraco: tortei. Não posso ver a massinha recheada com abóbora que me atiro. Teve direito a repeteco até.
Quando eu já tava praticamente pronto pra pedir um sal de frutas ou mesmo uma ambulância pra me levar, os caras me aparecem com um entrecot e uma picanha de matar. Não teve jeito, tive que provar.
Ao final do almoço os sentimentos de felicidade e tristeza se intercalavam. Foi uma orgia gastronômica de alta qualidade com ótimas companhias. Que mais que a gente precisa? Nada né. Nem café dessa vez pra mim. Pagamos cerca de 50 reais por cabeça e rumamos pro resto de uma tarde de trabalho que se arrastaria pra passar.

Italian Place
Rua Marcílio Dias, 383
Rio Branco – Novo Hamburgo – RS
(51) 3582.0044

Terça-feira, 11 de Novembro de 2008

Sugar High no The Chocolate Room

Acabei de voltar de umas férias incríveis nos Estados Unidos. Fui visitar alguns amigos em New York e aproveitei para conhecer lugares novos pra contar aqui. Logo no dia que cheguei, minha grande amiga, mais do que querida, Kate e a Nat, roommate dela, me levaram para conhecer os lugares descolados do Brooklyn. Chegamos para fazer uma boquinha no The Chocolate Room. A fachada é bem típica do bairro, fica no térreo de um prédio daqueles com escada de incêndio externa e tudo mais.

O ambiente é bem concorrido e tivemos que nos ajeitar no balcão já que não tinha mais nenhuma mesa disponível.

No caminho até o balcão eu comecei a ficar com água na boca olhando para as infinitas possibilidades de doces, todos feitos ali mesmo.

Sentamos e vieram os cardápios. O aroma de chocolate toma conta do ambiente e deixa ainda mais difícil escolher entre tantas maravilhas. A Kate chamou numa cerveja preta de chocolate, e disse que estava deliciosa. Provei e mesmo não sendo a maior fã de cerveja tive que admitir que estava pelo menos interessante.

A Nat queria mesmo se acabar e pediu um chocolate quente que mais parecia um caldo de tão cremoso, além de um bolinho de chocolate fenomenal.

Eu não resisti ao clássico sorvete de chocolate que eu incrementei com uma bela taça de vinho tinto.

Tomadas pela quantidade absurda de açúcar na corrente sanguínea, só nos restava caminhar muito para tentar diminuir o peso na consciência (e na balança). Pagamos 11 dólares per capita e seguimos cheias de energia nosso passeio pelo descolado Broonklyn.


The Chocolate Room
269, Court Street
Brooklyn, NY 11231
Fone:
+1 718 2462600
www.thechocolateroombrooklyn.com

Segunda-feira, 10 de Novembro de 2008

O Clima Caseiro no Ristorante La Danesina

Eu sempre pesquiso e faço uma listinha de lugares que visitarei em viagens. Pra não perder o pulo. E ao mesmo tempo, deixo alguns espaços em branco pra pequenas descobertas. Foi o caso desse restaurante chamado La Danesina, que fica nos arredores da Piazza Navona, e me chamou atenção por causa da carciofi alla giudia.

Até poderia ter ficado na rua, mas o calor era tanto que eu queria mesmo era sombra e vinho gelado. E curti o ambientezito. Bem pacato e com ar bucólico.

Tá, tudo bem que o ar bucólico era quebrado pela tv ligada, mas pelo menos ela tava no mudo e tinha um som ambiente no volume "consultório médico" que amenizava isso.

Ah, mas não fica com uma má impressão do lugar. Ele era bem legítimo e pra feio não serve não. Era pequeno mas limpinho, como diz a minha mãe.

Então, de entrada, pedi a curiosa carciofi alla giudia, que é uma alcachofra grelhada à moda judaica. Eu gostei, era bem crocante e salgadinha, mas prefiro aquelas que fazemos aqui em casa, cozida mesmo.

Dessa vez não respeitei primo e seccondo. Por isso a massinha-parafuso (que eu não lembro o nome) con pomodorino veio doppo. Tava ótima, mas não me sai da cabeça as massas-parafuso que eu fazia na praia e eram terríveis. Por isso implico um pouco com ela.

Tudo isso, com uma jarra de vinho branco da casa e um espresso italiano legítimo custou a bagatela de 17 Euros.


Ristorante La Danesina
Via Del Governo Vecchio, 125
Piazza Navona - Roma
Fone: 06 686 8693
www.ristoranteladanesina.it
Localização no Mapa